INICIATIVAS QUE BUSCAM EMPREGAR A TECNOLOGIA NO ENSINO

INICIATIVAS QUE BUSCAM EMPREGAR A TECNOLOGIA NO ENSINO

A pandemia do novo coronavírus (Covid-19) provocou um cenário onde as aulas presenciais das escolas de todo o Brasil foram suspensas. Essa conjuntura obrigou os pais desses estudantes a acompanhar a rotina de estudos dos filhos dentro de casa diariamente. Muitos deles, no entanto, não possuem o tempo necessário para realizar tal tarefa. Diante dessa situação, a startup capixaba de educação, LUMA Escola Individualizada, que já prestava serviço de reforço escolar para diversas famílias da Grande Vitória, Belo Horizonte e Curitiba, lançou a sua plataforma digital interativa com aulas on-line para todo o Brasil. 

Por meio de uma metodologia de ensino individualizado, que olha para cada aluno de forma única, a empresa vem auxiliando os estudantes na rotina de estudos e tarefas enviadas pelas escolas regulares. Segundo Naylla Dal’Col Fabres, tutora de inglês e pesquisadora na área de produtos da LUMA, o auxílio está sendo desenvolvido em parceria com os pais. “As aulas online estão sendo um trabalho em conjunto entre a escola, tutor e os pais, porque sem os pais nós não conseguimos saber os materiais que eles (alunos) estão recebendo. A ajuda dos pais é muito importante nesse período”.

De acordo com o CEO da LUMA, Murilo Carvalho, a suspensão das aulas presenciais obrigou os pais a se aprofundarem ainda mais na vida escolar dos filhos. “Essa relação mais próxima dos pais e dos alunos está acontecendo. Os pais, porém, estão enxergando melhor o papel dos educadores, porque devido a essa relação, em que eles estão tendo que fazer o papel do professores e de outros atores da educação dos filhos, eles estão percebendo as lacunas existentes. 

Outro exemplo de iniciativa que emprega a tecnologia para auxiliar no ensino é a proposta pela Inteceleri, que está ganhando destaque através de sua experiência de realidade virtual que permite a 300 mil alunos do Norte e Nordeste uma experiência única no ensino da matemática. A empresa, que captou investimento através da SITAWI - plataforma de investimentos coletivos de impacto, desenvolve projetos de educação com apoio da tecnologia a fim de melhorar a qualidade de ensino e aprendizagem de alunos do Brasil todo, o objetivo da Inteceleri é chegar aos 500 mil alunos até o final de 2020, a plataforma desenvolve seus próprios conteúdos imersivos através de um óculos de realidade virtual, proporcionando uma experiência única aos estudantes.

 

Dinâmica das aulas on-line da LUMA

As aulas on-line foi o meio encontrado para driblar o transtorno causado pela pandemia. Portanto, tanto a LUMA quanto os pais e estudantes estão se adaptando a esse novo formato de aula. Naylla diz que o planejamento das aulas é diferente, porém não vê perda de aprendizado para os alunos. “Ministrar aulas on-line requer um pouco mais de planejamento, tempo e cuidado. É muito mais fácil conseguir conter o aluno durante uma aula presencial. No on-line, as coisas parecem demorar um pouco mais. Se não tiver um planejamento diferenciado, com jogos, histórias, vídeos, elas não aconteceriam da forma que estão acontecendo. Mas não acho que há uma perda no aprendizado. Depende do aluno e do apoio que ele recebe dos pais. As aulas on-line podem ser tão produtivas quanto as presenciais”, garante. 

Para Murilo, a pandemia acelerou o processo de consolidação das plataformas digitais no Brasil. Segundo o empresário, as aulas on-line vão se tornar parte da vida acadêmica de muitos estudantes espalhados pelo país. “O lançamento das aulas on-line já estava nos planos da LUMA. Pensávamos ao longo de 2020 e 2021, mas essa mudança repentina conseguiu propiciar que os pais usassem de ponta a ponta. E ela vieram para ficar, porque houve uma queda da barreira do preconceito que existia com as aulas on-line, pois todos foram forçados a usar e as pessoas viram que é possível ter uma educação de qualidade”, finalizou.